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Andréa Linhares Soares, ALS Odontologia - Rua Joaquim Nabuco, 47 - conjunto 115 - Brooklin Paulista - São Paulo (SP).

Quanto mais bem informados ficarmos a respeito dos cuidados com a saúde bucal e da prevenção para evitar problemas odontológicos mais complicados, melhor. Por isso, a Dra. Andréa disponibiliza abaixo, no esquema de perguntas e respostas, dicas e esclarecimentos que, esperamos, que lhe sejam úteis.

 

Qual a importância do uso de fio dental? Qual a frequência com que deve ser utilizado?

O fio dental é um item indispensável na higiene bucal para alcançar áreas onde a escova não alcança, que são as interproximais (entre os dentes ) e o sulco gengival (espaço da gengiva não aderida ao osso). O fio dental deve ser usado todas as vezes que higienizar os dentes, ou seja, após cada refeição.

O que dizer sobre enxaguante bucal? 

Ele não é um item importante na higiene bucal. Boa escovação dos dentes e da língua, uso do fio dental e bochecho com água para remover os restos alimentares já são eficientes. Enxaguantes são prescritos em algumas situações quando há dificuldade motora na escovação ou para resolver problemas pontuais.

Clareamento dentário é um procedimento necessário e pode ser feito por qualquer pessoa? Ele é indolor?  

É necessário quando a cor dos dentes não apresentar uma estética agradável. Dentes amarelados dão a impressão de sujos e malcuidados, mas é contraindicado para pacientes com problemas bucais não resolvidos e para grávidas. Ele é indolor, embora possa causar pequena sensibilidade em algumas pessoas. É um fator individual.

Depois que a pessoa faz o primeiro clareamento, é necessário que o repita periodicamente?

Quem ingere alimentos e bebidas com muitos corantes e fumantes podem sentir a necessidade de fazer manutenção periódica. Caso contrário, ele dura muitos anos se o paciente tiver boa higiene bucal e fizer a profilaxia no dentista como recomendado.

Os dentes sofrem desgastes com clareamento?

Não, pois o produto clareador só age removendo as manchas, sem agressão aos dentes.

O que é endodontia?

Procedimento realizado no canal (local ocupado pelo nervo do dente) que sofreu alguma infecção aguda ou crônica. Equipamentos como microscopia eletrônica, localizadores apicais (para encontrar a medida correta do comprimento do canal), radiografias digitais e ultrassonografia, além da experiência do especialista, tornam o tratamento mais rápido, mais seguro e mais eficaz.

Qual a diferença de um tratamento de canal com e sem uso de microscópio?

A diferença está na possibilidade de o profissional enxergar muito mais no interior da raiz do dente. Com isso, é possível verificar possíveis trincas, frequentes em dentes que sofreram traumas e cáries extensas, observar a existência de outros canais que às vezes são tão pequenos que não são detectados a olho nu e, como hoje a odontologia moderna é minimamente invasiva, ter mais precisão para o desgaste ser o mínimo possível.

Quando há necessidade de extração do dente do siso?

O terceiro molar (siso) precisa ser extraído quando não há espaço para ele se acomodar na arcada dentária e, com isso, pode causar trauma ao dente vizinho, inflamação na gengiva, perda óssea, cáries etc.  Por isso, recomendamos que, a partir dos 14 anos de idade, comecemos a observar clínica e radiograficamente essas regiões para agirmos antes de algum trauma irreversível.

O que é dente incluso? Quais os riscos para a boca?

Dente incluso é aquele que, por algum motivo, não conseguiu sair para a cavidade oral (erupcionar). Para sabermos se há necessidade de ele ser extraído é preciso fazer uma avaliação clínica e radiológica para ver se está causando algum trauma. Dependendo do local, se não houver problema detectável, o melhor é fazer controle clínico e radiográfico periodicamente.

Quais são os maiores vilões para o câncer de boca? O que é possível fazer para prevenir essa doença?

Fumo e a ingestão de bebida alcoólica com frequência, embora não sejam os únicos fatores desencadeantes. Próteses mal adaptadas, má higiene bucal, exposição solar e fatores hereditários também podem desencadear uma lesão maligna. Para prevenir, é primordial consultas frequentes ao dentista.

Há sinal e sintomas que aparecem no dia a dia e indicam que é câncer?

Muitas vezes não, mas sangramentos, lesões palpáveis e doloridas ou que mudam de cor e feridas que não cicatrizam são indicativos de que algo não está bem.

Qual a periodicidade recomendada para a visita ao dentista? Por quê?

De seis em seis meses, pois é o período ideal para termos melhor controle e resolvermos novos problemas bem no início. Quanto mais simples e rápidos de ser resolvidos, menos dispendiosos também.

O que é reabilitação oral e por que ela é tão importante?  

Reabilitação oral é recomendada quando há necessidade de realizar uma nova situação em uma arcada totalmente comprometida. Dentes e mordida devem respeitar algumas regras para seu bom funcionamento, mas quando isso não acontece, os dentes quebram com mais facilidade, as gengivas sangram, há perda óssea e mobilidade dentária e, consequentemente, perdas dentárias. Como sempre falo: nossa boca funciona como um edifício. Se todos os pilares (dentes) não funcionarem da forma correta, recebendo a carga nos pontos certos, tudo vai a baixo.

Que cuidados as grávidas precisam ter com os dentes durante a gestação? Há algum procedimento odontológico que elas devem evitar?

Inicialmente, o ideal é que as mulheres que pensam em engravidar façam um check-up dentário minucioso para evitarem grandes dramas na gestação. Grávidas devem evitar tratamentos durante os três primeiros meses e os três últimos da gestação, bem como radiografias. Certamente que em casos de emergência e com o consentimento do obstetra, o dentista deve intervir, pois a dor pode até induzir o parto prematuro.

É importante que a grávida tenha boa higiene bucal, já que algumas passam muito mal e o vômito deixa a boca ácida, favorecendo o aparecimento de cáries; outras, passam a ter uma dieta rica em açúcar, que também é fator para o aparecimento de cáries.

Existe o mito de que a gravidez enfraquece os dentes, mas não é verdade. Esses pequenos descuidos contribuem muito para o aumento de cáries nesse período.

Que cuidados cardiopatas e diabéticos precisam ter ao se submeterem a tratamentos odontológicos?

Dependendo do grau da doença, cardiopatas e diabéticos devem fazem profilaxia antibiótica antes dos tratamentos para não haver risco de agravamento do quadro com infecções causadas pelas bactérias da boca, como endocardite bacteriana (infecção no coração). Pacientes com esses problemas são avaliados e, em parceria com seu médico, estabelecemos a conduta apropriada para cada procedimento.

Pessoas que estão em tratamento contra o câncer podem se submeter a qualquer tratamento odontológico?

Sim, dependendo do tipo de câncer, do estágio da doença e do seu nível imunológico e com o consentimento do oncologista. Geralmente, o tratamento dentário é realizado antes do tratamento, como profilaxia, pois em alguns casos os problemas bucais podem debilitar ainda mais o paciente.

Que é exatamente odontogeriatria? O que a diferencia em relação às pessoas mais jovens? Há procedimentos que não podem ser realizados em pessoas mais idosas?

Odontogeriatria é a especialidade odontológica que trata e previne todos os problemas bucais do  idoso (acima de 60 anos de idade). Odontogeriatra é o profissional apto a estabelecer o melhor tratamento para o paciente, que pode estar debilitado ou com necessidades especiais devido a algumas enfermidades, como cardiopatia, demência, diabetes, câncer etc. Mesmo sem nenhuma doença, após os 60 anos há grandes alterações bucais, por isso a necessidade de conhecer profundamente essas alterações para oferecer o melhor tratamento e garantir boa mastigação, estética, qualidade de vida e convívio social .

Com o passar dos anos, nossos dentes sofrem muitos traumas e desgastes. Aos poucos, eles vão se adaptando, o nervo vai atresiando e os dentes ficam mais duros, o que faz com que fraturem com facilidade, pois perdem a qualidade dos ligamentos periodontais (fibras entre dentes e ossos), que servem para diminuir o impacto dos alimentos durante a mastigação.

Todos os procedimentos podem ser realizados  desde que sua não esteja comprometida, os exames médicos estejam em dia e os problemas típicos da idade estejam controlados.

Quais os usos do botox na odontologia? Há treinamento específico para essa especialidade?

Na odontologia, o botox é utilizado para atender pacientes que querem diminuir o aparecimento da gengiva quando sorriem, para controlar dores de cabeça e musculares resultantes de problemas relacionados à articulação temporomandibular (ATM), casos de ronco e de apneia e para harmonizar a face com o sorriso.

O que é halitose? Quais suas causas?

Halitose é comumente conhecida como mau hálito e afeta mais de 40% da população até 40 anos de idade e até 85% acima de 55 anos. São diversas as causas para seu aparecimento, mas 80% a 90% dos casos tem origem na boca, provocada por bactérias que produzem compostos, com presença de enxofre, que resultam em odor desagradável. Higiene incorreta causa o aparecimento de mau hálito, por exemplo, não utilizar fio dental, escovar os dentes de forma incorreta, negligenciar a limpeza da língua, que também precisa ser escovada para eliminar resíduos e células mortas.

Fora isso, a gengiva tem papel muito importante, pois doenças como gengivite e periodontite também estão associadas à halitose, bem como as amígdalas, localizadas parte de trás da boca, que têm superfície com reentrâncias que favorecem o acúmulo de tudo o que engolimos. Outras origens desse problema estão associadas a diabetes, problemas nos pulmões, nos intestinos ou nos rins, tabagismo, deficiência de vitaminas A e D e pouca produção de saliva (medicamentos para depressão, para emagrecimento e para pressão alta podem provocar halitose por causarem alteração na saliva).

Como é feito o diagnóstico da halitose?

Por meio de um aparelho chamado Oralcroma, que detecta os diferentes odores presentes no hálito, separando-os e determinando suas concentrações. Dessa forma, é possível diagnosticar a halitose e também sua origem.

Como se trata a halitose?

Com procedimentos odontológicos, como limpeza periódica e remoção de tártaro, orientações sobre higiene e medicamentos. O consultório ALS Odontologia é credenciado pelo Centro Especializado no Tratamento da Halitose (CETH) para tratar esse problema.

Sobre implantes

Com os avanços na área da odontologia, os implantes tornaram-se cada vez mais comuns e mais seguros, além de contribuírem diretamente para aumentar a autoestima das pessoas que podem ter sorrisos mais bonitos graças a essa técnica, utilizada há mais de 40 anos. Abaixo, compartilhamos informações relevantes para esclarecer dúvidas em relação a esse procedimento:

  • Como funciona: por meio de cirurgia, a raiz do dente é substituída por um pino metálico fixado no osso (osseointegração). Dependendo das condições do local pode ser necessário fazer enxerto para aumentar o espaço ósseo para a fixação. Depois do implante, é feita uma prótese para substituir o dente (parte externa).
  • Tempo de afastamento do trabalho: de um a três dias.
  • Repouso necessário: evitar esforços físicos, exposição ao sol, movimentos bruscos, levantamento de peso.
  • Dor e inchaço: geralmente, o desconforto pós-cirúrgico é mínimo. Seguir as orientações do odontologista sobre medicação e aplicação de gelo externamente ajuda a minimizar o incômodo.
  • Cuidados pós-implante: higiene bucal diária e retorno periódico ao odontologista para avaliação
  • Tempo de cirurigia: geralmente, uma hora para cada implante, mas pode haver variação dependendo da complexidade do caso.
  • Alimentação com implante: finalizado o tratamento, não há limitação em relação à mastigação, embora alimentos excessivamente duros devam ser evitados.
  • Risco de rejeição: não há risco nesse sentido, pois o titânio utilizado nos implantes é biologicamente bem aceito pelo organismo.
  • Limite de idade: não existe, desde que o paciente seja saudável e sua estrutura óssea seja adequada para o procedimento. Independentemente de idade, são necessários vários exames e avaliações para comprovar a viabilidade.
  • Custo: variável, pois há várias opções no mercado – marcas nacionais e estrangeiras. Além disso, é preciso avaliar se há necessidade de enxerto ou não e incluir o custo da prótese para finalização estética.
  • Diabéticos e cardiopatas – o odontologista e o médico do paciente devem discutir cada caso e trabalhar juntos para que o procedimento seja feito com total segurança e não haja problema antes, durante e após a cirurgia, principalmente por causa do uso de medicamentos.
  • Implante em crianças – pode ser feito desde que o ciclo de crescimento esteja completo, definido por meio de avaliação radiográfica.
  • Cirurgia com ou sem prótese – nem sempre é possível sair do consultório com o dente provisório, mas o odontologista certamente encontrará a melhor técnica para atender o aspecto estético.

Por que algumas vezes é preciso fazer enxerto ósseo antes ou durante o implante?

O enxerto ósseo é recomendado quando não há osso suficiente para o implante ser colocado e ficar totalmente envolvido pelo osso. Este fator é primordial para a correta integração entre osso e implante (osseointegração).

Há casos em que é necessário repetir o enxerto ósseo? Por que isso acontece?

Sim, às vezes é preciso repetir esse procedimento se a falha óssea não for totalmente resolvida, impedindo a osseointegração ao implante.


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Avaliação odontológica semestral, aliada a uma limpeza completa (profilaxia e raspagem de tártaro), evita que pequenos problemas se transformem em grandes transtornos.

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